A digitalização também chegou no setor financeiro, trazendo uma revolução: as identidades digitais. Hoje, com 7 em cada 10 transações sendo feitas pelo celular, de acordo com a Febraban, essas IDs se tornaram quase tão valiosas quanto o próprio dinheiro. Segundo um estudo da consultoria Liminal, a expectativa é que os produtos e serviços baseados em identidade digital cresçam entre 50% e 91% entre 2022 e 2026, movimentando valores entre US$ 133 bilhões e US$ 533 bilhões.
Com o avanço do Open Finance, da biometria, da carteira digital e da autenticação multifator, o setor financeiro tem estado na linha de frente dessa transformação. Junto com o comércio eletrônico e o governo, representa 78% desse mercado, segundo a Liminal. Porém, diante de um ambiente em que as transações são cada vez mais rápidas e automatizadas, a confiança e a segurança da informação deixaram de ser questões operacionais para se tornarem diferenciais competitivos.
Nesse cenário, é essencial que as instituições financeiras revejam suas estratégias, aliando tanto a proteção de dados pessoais, quanto a experiência dos consumidores. Hoje, como a sua empresa trata as identidades digitais? Confira neste conteúdo a importância delas e métodos para elevar a sua proteção.
O que está em jogo quando falamos em identidades digitais no setor financeiro?
O crescimento exponencial das transações, sobretudo com a chegada de conceitos e práticas de Open Finance, trouxe para os bancos um desafio em relação à confiança nas identidades oferecidas pelos usuários. Além disso, há também as demandas regulatórias e a necessidade de assegurar a proteção das informações armazenadas em bancos de dados.
Nesse sentido, a introdução da identidade digital no contexto financeiro chega como uma revolução, trazendo mais eficiência, inovação e inclusão. Os benefícios também se estendem para o faturamento: segundo a McKinsey, países com essa infraestrutura podem aumentar seu PIB em até 13%, como resultado da formalização de fluxos econômicos, da inclusão financeira da população e da digitalização de interações sensíveis.
Além disso, a identidade digital também representa o elo de confiança entre o usuário e os serviços financeiros. Ao validar a autenticidade com biometria e permitir o reconhecimento de indivíduos e de empresas por meio de recursos tecnológicos, ela facilita uma série de processos, como o compartilhamento de informações e a jornada, reduzindo as fricções na experiência de utilização.
Recursos como a identidade descentralizada (DID), que armazena as credenciais em uma carteira digital sob posse do titular, também chegam para elevar a segurança da informação e de todo o sistema. Elas minimizam o risco de violações de dados pessoais, oferecem mais autonomia para os usuários e reduzem custos operacionais com infraestruturas de armazenamento.
Benefícios da Identidade Digital
De forma geral, a identidade digital traz uma série de benefícios para o setor financeiro, como:
- Redução da burocracia e maior velocidade no acesso a serviços bancários;
- Maior proteção por meio de autenticações, biometria e prevenção de fraudes;
- Processos mais rápidos e menos repetitivos, otimizando a usabilidade para os indivíduos;
- Aderência às normas regulatórias, com rastreabilidade e controle de consentimento.
Sob o ponto de vista dos consumidores, essa transformação é positiva. Enquanto 88% consideram a segurança como sua principal preocupação ao utilizar serviços online, 42% já abandonaram algum produto por conta da burocracia do processo. Hoje, a identidade digital, principalmente quando pautada na descentralização e no respeito à privacidade, se consolida como a base para a nova geração de serviços bancários.
Como proteger a identidade digital no setor financeiro?
A identidade digital se tornou o novo perímetro de segurança no setor financeiro. E, diferentemente de serviços tradicionais, como firewalls e antivírus, ela exige um olhar estratégico, contínuo e contextual. Ou seja, não basta proteger os acessos, sendo necessário entender quem está acessando, por que, por quanto tempo e com que privilégio. Para isso, existem uma série de conceitos, recursos e tecnologias:
- IAM (Identity and Access Management): é responsável por gerenciar todo o ciclo de vida das identidades, permitindo segmentar acessos e privilégios para garantir que os logins estejam sempre alinhados às funções e responsabilidades.
- IGA (Identity Governance and Administration): ao dar foco na governança das IDs e na automação de processos relacionados ao seu ciclo de vida, reduz riscos operacionais e melhora a conformidade regulatória.
- PAM (Privileged Access Management): método que controla o uso de acessos privilegiados, ajudando a evitar abusos e ataques internos com o registro de sessões e a aplicação do princípio do privilégio mínimo.
- MFA (Autenticação Multifator): recurso que adiciona camadas extras de verificação na autenticação, essencial para reduzir riscos de fraudes e comprometimento de credenciais.
- CIAM (Customer Identity and Access Management): focado na experiência e segurança do usuário, permite a autenticação segura, o consentimento granular e a integração de canais digitais. É essencial para ambientes de Open Finance e carteira digital.
- Monitoramento e análise de comportamentos: a partir do uso de IA para detectar situações suspeitas, torna-se uma ferramenta essencial para identificar e mitigar riscos em tempo real.
- Educação e conscientização de usuários: a prática é essencial para reduzir vulnerabilidades internas, além de ajudar na colaboração com as melhores práticas de segurança da informação.
A Netbr pode ajudar a sua empresa nos principais projetos de identidade digital
Instituições que tratam suas identidades digitais como um ativo estratégico estabelecem uma vantagem competitiva em termos de segurança, conformidade e experiência do usuário. Dessa forma, é possível reduzir riscos, evitar fraudes, otimizar a jornada dos clientes e atender a exigências regulatórias com mais agilidade. Porém, para isso, é necessária uma arquitetura moderna.
A Netbr pode ajudar nesse quesito. Estamos presentes em 10 dos 10 maiores bancos do país e contribuímos diretamente em diversos projetos de Open Finance. Junto com parceiros modernos e líderes de mercados, podemos elevar a governança das suas identidades com soluções de IAM, IGA, PAM, CIAM e outras, adaptadas aos seus riscos, contextos e expectativas.
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